Oriente

De onde o resgatariam? De si mesmo, de uma estrutura profunda que ele mesmo arquitetara, meio labirinto meio poço, estrutura da qual não conhecia o fim ou o começo? E como podia almejar que alguém o salvasse, e de que? Que alguém, por destino, trouxesse um raio de luz àquela profunda escuridão? 

Ele percebia, a passos lentos – porque era uma caminhada –, que seu exército era de apenas um soldado. Um homem miúdo, pele e ossos, com olhos de abismo. Nenhuma esperança romântica seria capaz de resistir a uma fratura tão exposta.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s