Vai

E então, novamente, o que via era fumaça. Como prever se aquele caminho era o seu? “Caminhante, não há caminho”, lembrou-se, naquele breve instante posterior. E ele havia, de fato, ter de se preocupar com alguma fumaça, se não aquela que vinha do cigarro na mão esquerda? Vai passar. “Vai!”. Eram estas as palavras que lhe faziam algum sentido, naquele momento tão significativo em sua existência tão… significante.

Signos, sinais de alarme. Ele acreditava nas palavras de uma maneira profunda e honesta. Eram seu espelho mais fiel. E acreditava, também, no poder de cura da água salgada, escorrendo dos olhos ou abraçando-o no mar. Porque seu próprio corpo era também fluido e cristalino. “Caminhante, o caminho se faz ao caminhar” e a felicidade é a jornada, pensou.

Apagou as luzes, com uma disposição invejável para a caminhada do dia seguinte.

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