Vinte e três

Too weird to live, too rare to die

Passada. A segunda-feira mal começa (ou começa mal, como preferir) e eu já me sinto murcho, seco e sem vida. Me apaixono perdidamente a cada quarenta e cinco segundos. Ele estuda equações passeando pelas páginas de um caderno com estampa em tons de vermelho. Ele é lindo. A temperatura é amena e as paisagens do Rio continuam encantadoras. Frank Ocean soa delicioso numa manhã de mais do mesmo insuportável – ou suportável, que pode ser ainda pior que insuportável, como Horta gostava de dizer. Sim, eu sou um homem entediado, cortarei os pulsos esta noite.

Queria alma de turista. Queria estar andando de bicicleta às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas às dez da manhã. Sim, eu queria tempo para ser livre. Dinheiro compra tempo? Dinheiro paga a liberdade? Chega a tarde. Troco mensagens com amigos, lembro que hoje é dia de lavar roupa, coloco os fones de ouvido. O nome da canção é Lost e o nome da substância é vida.

*

A ferro e a vapor.

*

Esqueço de coisas que achei que fossem importantes, flerto com o cara de uniforme no balcão, e outro, com o nome João Guilherme tatuado no braço. O tempo está quente, as roupas lavadas na noite de ontem já devem estar secas e você certamente está tão perdido quanto deveria e eu espero que isso o ajude a se tornar um canalha a menos no mundo.

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