Trinta

Waiting for the right time

d i a

Meu nome é Vânia. Estou no Rio de Janeiro (eu gosto). A música salva, salve!

Há dias em que não sei o que fazer com essa urgência. Fico aqui, andando de um lado para o outro, acendo inúmeros cigarros. O que fazer com tudo o que eu sei, tudo que tenho descoberto com tamanha dor e benevolência? Reparo nos homens coçando seus sacos nas ruas. Atrasado de novo, o sol batendo na minha cara, a cabeça apoiada no banco, ainda com sono, quase babando. A cidade é a minha igreja, a música é deus. Vou embora.

n o i t e

Aqui estou eu, de novo, olhos vidrados na lua tentando compreender uma mensagem qualquer que este céu de nuvens levemente púrpuras quer me revelar. O que é? Conto segundos, um tempo precioso para ser feliz. Há quanto tempo eu não olhava pro céu. E pra lua… Toda vez que eu olho pra lua lembro que o mundo é uma grande selva, não importa quanto concreto haja ao redor.

*

– Você não tem que estar pronto, você precisa começar! Agir, reagir, pulsar, ser vibração positiva, instante (suas palavras eram de ordem). Não se importar com o que os outros pensam e falam a respeito de suas atitudes, digo, realmente não se importar, te dá liberdade suficiente para tudo isso.

Me liga, me come. Nós três ali sob aquele guarda-chuva, o Cristo, o Pão de Açúcar, as Cataratas do Iguaçu e ela, claro: a Escadaria da Lapa. Nós, essa gentinha acomodada com todas as coisas. Nós três éramos todos nós, ali, bem representados em nossas essenciais características.

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