Nas sobreposições invisíveis das matérias

Tão certo como a água do rio se move em direção a luzes de outrora, numa busca que é passado mas também é destino. No vai e vem das substâncias materiais e imateriais que envolvem e conectam vidas inteiras, no alvorecer dos dias carregados de significâncias, de horas e de sensações, de ausências e presenças igualmente inteiras. Somos o que somos na poeira do tempo, nas sobreposições invisíveis das matérias, dos desejos, daquilo que não se subtrai. Porque o tempo tira mas o tempo dá, e dá também inteiro. Porque o tempo não nos faz perfeitos, mas aperfeiçoa. Maltrata, mas abraça e afaga. Tempo é pai e mãe. Nós, as crianças impacientes, perplexas e atônitas em sua esteira. Eu vou. Eu sigo no rastro da estrela que reluz como preciosidade no inteiro da minha alma.

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