Para que serve esse texto?

Publicado originalmente em 20 de março de 2015, “Para que serve esse texto?” usa como prerrogativa um desses desafios comuns nas redes sociais, em que um amigo desafia outro a seguir uma determinada ação, originando uma corrente que ocupa sua linha do tempo por dias.

Relendo o texto, posso dizer que aqui, exatamente aqui, algo novo começou. Do ponto em que o escrevi para o ponto em que o releio e republico, tendo o tempo como contextualizador, percebo fagulhas do que viria a ser o projeto atual desse blog+performance+podcast Palavras Só Mudam Pessoas.

Talvez tenha sido uma saída oficial do armário artístico. Aproveitei ainda para replicar um desafio que me pareceu mais intrínseco que o “Artist Challenge”, o “Reader Challenge”, e para selecionar cinco momentos criativos que resultaram em particular afeto.

pensemos

Tenho cerca de trezentos e sessenta amigos no Facebook. Para muitos dos usuários da maior rede social do mundo – talvez até para a maioria deles – esse pode ser um número inexpressivo. Para outros, como eu (que tive a conta desativada por mais de um ano por não saber exatamente o que fazer de útil com a ferramenta), pode ser um algarismo surpreendente. Alguns de nós não alimentam muitas relações virtuais. Entre eles, certamente há os que, como Danuza Leão, possuem sincera dificuldade em manter relacionamentos meramente sociais.

Talvez eu seja uma dessas pessoas. E talvez por reconhecerem-me como uma delas, absolutamente nenhum dentre as centenas de amigos convidou-me a participar do “Artist Challenge”, o desafio que consiste em publicar uma imagem por dia, durante cinco dias, que envolvam o registro de um trabalho artístico do qual o dono do post tenha participado. A cada postagem, dois amigos (talvez três ou quantos lhe convir) devem ser indicados para prosseguir com a brincadeira.

Nas últimas semanas, tenho acompanhado dezenas de fotos de amigos e amigas vestindo os figurinos de suas apresentações, subindo ao palco, participando de shows e exposições, cursos, ensaios e bastidores de forma geral. É um enorme prazer realizar que apesar da dificuldade em fazer arte num país que não valoriza devidamente seus artistas, apesar das lutas cotidianas e dos demônios da resistência (a força que nos impede de confiar plenamente em nossos talentos, como sugere a definição de Steven Pressfield), muitos dos meus colegas mantém viva a chama da arte em seus peitos, mesmo que alguns hoje atuem apenas como empresários, assalariados ou sejam mães e pais de família que vivem da recordação de “dias de glória”.

Mas se você conhece a mim, autor desse texto, razoavelmente bem, deve supor que não dou a mínima para o fato de não terem me convidado a entrar na roda e certamente chegou até aqui esperando para descobrir para que serve esse texto.

Você está certo, não costumo me importar com tão pouco. Na verdade, seria mais correto dizer que não achei que ligasse para isso até perceber que a situação pode não traduzir uma questão pessoal de qualquer espécie, mas um aspecto isolado dentro de uma trama complexa que envolve o fato de lermos cada vez menos (ou cada vez pior, o que talvez seja a mesma coisa) e o entendimento pessoal do conceito de arte. Palavras são arte? Quais delas? Livros (impressos, virtuais?), textos, posts, microposts?

O artista

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O processo de reconhecer-se e assumir-se como artista pode ser particularmente doloroso. Muitos fatores influenciam nesse sentido: a dificuldade de se viver de arte se está afastado dos grandes polos concentradores (e mesmo neles), a própria resistência, particularidades de tempo, confusões de todas as espécies. Em alguns espaços da arte mais que em outros, afinal, arte também traduz-se em comércio, produtos, mercado e as leis severas do capitalismo.

Já assumir-se como artista para os outros depois de vencidos todos os outros obstáculos criativos – e obter algum reconhecimento com isso – depende de sensibilidade e sorte, na maioria das vezes. Sensibilidade para que o legitimem como tal, e sorte para que esse reconhecimento o alimente, vista etc.

Porque para que haja o nascimento do artista é preciso crer que o conceito de arte pode e deve ser amplo o suficiente para abranger os terrenos mais diversos da percepção e criatividade humanas. E também porque essa consciência dá-se apenas com o trabalho silencioso e persistente do tempo (quem era afinal Van Gogh enquanto vivo?).

Meu primeiro professor de roteiro chamou-me de escritor fronte toda a turma quando li diante da classe a frase “paisagem estranhamente bela da região”, trecho de uma cena escrita como parte de um exercício proposto por ele. Sua especial faculdade de sentir julgou que a mera junção daquelas palavras fazia de mim um artista. Ele não precisou que eu tivesse um livro publicado por uma editora ou qualquer outra espécie de recompensa para reconhecer-me como autor. Talvez ali eu tenha nascido. Hoje, anos depois, só posso lhe ser grato pelo estímulo que a generosidade de seu olhar me despertou.

A palavra

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Fui convencido de que os artesãos da palavra são como velhos magos repletos de receitas para os feitiços mais insólitos, cujos efeitos atiçam o auge existencial do ser humano. Foi um convencimento inconsciente: estive deitado no chão em posição fetal, ri, chorei e fui tomado por perplexidade ao fim de alguns trabalhos cinematográficos; cantei a plenos pulmões minhas canções favoritas, e até mesmo li alguns livros sem me dar conta da autoridade das palavras no meio disso tudo. No meio da vida, afinal.

A palavra é sagrada. Não estou falando apenas da Bíblia e suas infinitas interpretações, mas dessas e de muitas outras palavras com que esbarramos e que tocam o fundo das nossas almas. Que acalentam essa consciência sem a qual somos tão e somente matéria. Pura carne.

Sim, palavras sagradas podem vir de um óbvio livro físico, impresso e comercializado numa livraria. E também de sua versão e-book, dos roteiros e das letras de canções, dos posts num blog ou no Facebook, Instagram ou outra rede social qualquer. De uma parede na rua alterada em sua função por letras tortas exibicionistas, e mesmo das bocas de conhecidos e desconhecidos.

Se arte é uma forma de comunicar-se com as pessoas, a forma de comunicar-se com as pessoas também é arte. E se o resultado dessa comunicação surge como uma habilidade de melhor observar, pensar e interagir com nossos universos interiores e exteriores, não há nada mais bonito ou valoroso que um artista possa tirar dessa relação.

Ninguém traduziu melhor que o poeta porto-alegrense Mário Quintana o poder e a responsabilidade da palavra, quando afirmou numa máxima que ressonaria com particular veneração que “Livros não mudam o mundo. Quem muda o mundo são as pessoas. Livros só mudam pessoas”.

Ler mais e melhor

Conhecimento é o capital mais valioso que existe. Grandes nomes das áreas mais diversas sabem disso. Todos eles certamente estimam a importância da leitura no aperfeiçoamento de nossas aptidões, sejam elas quais forem. A grande maioria de nós, entretanto, subestima a importância de leituras de qualidade.

Não quero contradizer as palavras dos parágrafos anteriores afirmando que leituras de qualidade possam ser feitas apenas consultando as páginas dos livros. Obviamente boas palavras podem vir de qualquer canto, embora, como observa James Clear em artigo publicado no Elite Daily, livros, de forma geral, oferecem material melhor editado, fruto de pesquisas mais aprofundadas, tornando-se assim melhores ferramentas para aprendizado.

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Acostumado a gastar boa parcela de seu tempo passando os olhos por textos diversos na internet, sem nunca conseguir avançar nas leituras dos livros que gostaria de fazer, Clear conseguiu melhorar sua performance propondo a si mesmo um desafio (não um com aspecto de corrente como o “Artist Challenge”, mas ainda assim uma provocação). Podemos chamá-lo de “Reader Challenge” ou simplesmente “Desafio do Leitor”: começar o dia lendo ao menos 20 páginas de um livro. Todos os dias. Para sempre.

Apropriei-me com convicção do desafio de Clear, e me proponho agora a levá-lo adiante, por acreditar indubitavelmente que a arte, em geral, e a minha arte, em particular, pode nos salvar com alguma substância dos tempos difíceis em que vivemos.

E o Artist Challenge?

Imagens também inspiram palavras. Com exceção da capa, as fotos que ilustram este post foram tiradas por mim mesmo em datas diversas, no decorrer ou nos intervalos do meu muito particular processo criativo.

Elas poderiam facilmente ilustrar alguns dos meus cinco dias de Artist Challenge, e eu poderia publicá-las por conta própria sem a menor necessidade de um convite.

Mas diante deste texto e de sua absoluta reverência às palavras, as imagens que quero deixar são aquelas que saíram de dentro de mim mesmo, e que acabam por me revelar mais e melhor do que qualquer outro registro o faria.

1.

“A minha literatura (é uma pretensão enorme referir-me assim a essas palavras rabiscadas que se desgarram de mim de maneira tão pungente? Se é, lamento ferir a castidade dos conceitos de um alguém. Mas é tão minha a ponto que eu a defino) é Frida Kahlo transposta para seus registros visuais impossíveis de expressar em palavras sem perder parte da essência. Frida está lá, de modo que estou aqui, e suas projeções suspensas atadas a cordões umbilicais são reais apenas em nossas cabeças.

(…) Nada me parece tão atraente quanto cobrir-me com estes lençóis e esperar pelo dia de amanhã. Ninguém sabe se ele vem, como vem… Mas de certo enquanto espero estarei investigando pensamentos que me surgem com frequência sem aviso algum. Investigando a própria escrita e essa tendência de me retratar nesses registros, meio Clarice Lispector meio Frida Kahlo, e me perguntando se um dia saberão que esta é a única maneira que eu tenho de fazê-lo, ou, se não a única, pelo menos a mais legítima”.

2.

“Eu não quereria jamais que a minha morte desestruturasse alguém. E também não quereria que a última lembrança que tivessem de mim fosse a de um homem moribundo, deitado em sua palidez mórbida numa caixa de madeira defronte uma plateia chorosa. Velórios e cemitérios são mais tristes que a morte em si. A bem da verdade a morte quando sabe o momento de bater à porta está mais cercada de uma alegria genuína do que podemos supor. Era de se esperar que a última lembrança que tivessem fosse de palavras de estímulo, portanto, e, se possível, um sorriso sincero de dor e de grandeza, alguma inspiração. Um sorriso para a vida que foi. Para as vidas que vêm. Para os legados ruidosos que se deixa, ainda que sejam ruídos tímidos”.

3.

“No mais, é como disse em outro tempo (talvez em outra vida? É que estou tão cansado): até lá, se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro seria esta: escolha um trabalho que possa realizar com paixão. Descubra e desenvolva seus talentos. Invista neles. Poucas coisas o farão tão infeliz quanto gastar tempo e energia em algo que não lhe provoca tesão algum, paixão nenhuma. Ou, então, rezem pelo dia em que o óbvio será posto em prática, e só trabalharemos no 1 de maio.

Não sei se vocês sabem, mas a palavra trabalho, salvo engano e considerando a dúvida que sempre permeia essas questões, vem do latim tripalium, que era um dos cruéis instrumentos usados para castigar os escravos no tempo em que nós, negros, não tínhamos alma. Fomos libertados quando passamos a ter almas, mas o castigo perdura, e agora vale para os homens de todas as cores. Porque hoje percebo que o trabalho como o conhecemos continua a ser um fardo, algo que nos mantém ocupados enquanto poderíamos estar distraídos e encantados com a própria vida.

Não me condenem, não sou contra o trabalho. Pelo contrário, gosto da ideia de ser útil, de produzir. Além do mais, como artista, não tenho descanso. Sou artista em tempo integral. Mil horas. Um número incontável de horas, o número de horas que dura a minha existência. E sendo um chamado, não tenho, portanto, como fugir do meu destino. (…) Espero com grande fervor que no futuro possamos rir dessas jornadas de trabalho exploratórias, desse comportamento servil capitalista, coisificando tudo, “agregando valor” e desvalorizando tudo, essa doença que ajudamos a construir, essa nova escravidão. Trabalho. Há nome mais apropriado? Talvez eu chamasse de ocupação. Ou de dom, e ao contrário de “com o que você trabalha”, perguntaríamos “qual é o seu dom?”. Seria poético, pelo menos, e, como se sabe, a poesia embeleza tudo”.

4.

“Onde houver uma mulher arrasada com o abuso e o término de algo que um dia a salvou, o ex-marido na cadeia, o corpo e a alma repletos de cicatrizes; onde houver um jovem que conforta o namorado que se descobre soropositivo, longe de tudo o que conhece; a senhora de sessenta e um anos devastada por uma sucessão de tragédias; a doméstica que dorme fora de casa e abre mão da própria vida para alimentar os cinco filhos vivos de dignidade, sofrendo a vida mais ingrata, penando por um pouco de descanso; onde houver uma mulher e uma criança que sentem falta de um pai, a mãe de uma linda menina que só teve um homem na vida e quer mais, mas está insegura. Onde houver a mulher subestimada, violentada em seu desejo, saciando-se de pecado; a criança tatuada; o homem que não encontra amor; o homem que nega o amor; os que calam a voz; os que não são fortes o suficiente para tentar de novo. Aí estará o meu coração para partilhar e absorver a dor e a tristeza. Eu não vou deixá-los pra baixo, não vou deixá-los sozinhos e eu vou levar o que de melhor eu puder oferecer. “O amor como ferramenta é um objeto contundente”, e eu vou usá-lo para golpear com força tudo o que estiver no caminho”.

5.

“Dá duas voltas na fechadura e abre a porta. Entra com um saco plástico preto, a vassoura e a pá nas mãos. Recolhe garrafas vazias e folhetos diversos. Despeja o conteúdo da lixeira do banheiro dentro do saco. Às vezes um papel ou embalagem fica grudado no fundo e ela precisa enfiar a mão e tirar. Faz isso usando o próprio saco como luva, porque não gosta de usar luvas. Recolhe um sabonete em barra usado e uma tampinha de lâmina de barbear. Varre o banheiro e todo o quarto e durante o processo o nariz começa a escorrer e ela espirra seis vezes até terminar. Arranca todos os muitos fios de cabelo das cerdas da vassoura. Retira as roupas de cama usadas. Estende um lençol com elástico nas pontas que cobre todo o colchão de casal e em seguida um outro, ambos brancos. Observa se há manchas no edredom. Quando há, é necessário trocar a capa e ela considera esse um trabalho que exige grande dedicação física, mental e emocional. Geralmente é trabalho para dois, mas ela não gosta de pedir ajuda. Nesse caso, não há manchas. Estende o edredom sobre a cama e coloca as sobras sob o colchão. Troca as fronhas e ajeita os travesseiros lado a lado, milimetricamente. Se o hóspede ficou apenas por uma noite, cheira e observa o estado da cama. Se considera por bem, não troca nada, apenas espana e estende novamente. Regras de Henry para economizar com lavanderia. Abre o chuveiro e molha a cerâmica branca de cima a baixo. Esguicha um filete de cloro em gel na esponja, esfrega o chuveiro, o suporte do chuveiro, a alavanca de acionamento da ducha e o revestimento nas paredes. Agacha, pega a escova, esguicha mais um filete de cloro sobre o tapete de silicone azul sobre o piso do box e esfrega toda a parte superior. Vira e esfrega a superfície repleta de ventosas para tirar pequenos fungos escurecidos e sujeira acumulada. Enxágua tudo. A água demora a escorrer pelo ralo. Enfia o dedo no orifício redondo no chão, tira todos os fios de cabelo e coloca sobre o piso fora do box. Repete o procedimento pelo menos outras duas vezes. Joga cloro dentro do vaso sanitário e esfrega com uma escova de cabo longo. Fricciona forte para fazer desaparecer os resquícios de fezes que resistem à descarga. Faz movimentos de cima para baixo e circulares. Odeia quando a água respinga em seus braços ou em seu rosto. Sacode a escova ainda dentro do vaso para não pingar no chão. Dá descarga. Pinga algumas gotas de cloro na esponja e esfrega toda a borda interior e superior do vaso, o assento e a tampa. Passa a flanela amarela, enxágua, torce fazendo bastante força e passa de novo. E de novo, se encontra fios de cabelo de qualquer tamanho espalhados pela superfície. Limpa o espelho com a flanela e seca com jornal ou um pedaço de papel higiênico. Às vezes para e fixa o olhar no reflexo do rosto suado. E quase não dá conta de pensar numa coisa de cada vez ou de tentar colocar cada interrogação no devido lugar. Lava a esponja, pinga mais cloro, esfrega a torneira e a parte interna e externa da cuba. Enxágua e passa a flanela repetidas vezes por fora da pia e sobre o balcão. Passa o trapero no piso do banheiro. Não gosta do trapero. Está sempre mais encharcado do que o necessário. Não entende por que as pessoas no país não são capazes de perceber que um rodo e um pano de chão fazem um trabalho muito mais eficiente. Cobre as cerdas da vassoura com uma toalha velha e encardida e seca o chão. Mergulha o esfregão no balde e torce usando o suporte. Passa sobre o piso do quarto e termina pulverizando em toda a suíte um odorizador de ambiente com fragrância floral. Faz o mesmo nas outras habitações do segundo piso, todas desocupadas naquele dia, e na área comum do mesmo andar. Mas antes, pouco depois das onze, tira a mesa do café da manhã. Guarda pães, cereais, chá, açúcar, adoçante, achocolatado, café, frutas, iogurtes, geleias e manteiga. Seca e guarda toda a louça e lava de novo o que não foi limpo adequadamente. Há muita gente preguiçosa e porca no mundo, independente da nacionalidade, pensa. Limpa os individuais, o balcão, as quatro mesas e doze cadeiras e aproveita para varrer o comedor. Enche a pá com farelos de pão e pó. Nos quartos compartilhados, apenas troca as roupas de cama, recolhe o lixo, varre, passa o trapero e pulveriza odorizador. Varre, recolhe o lixo e limpa as mesas do terraço. Lava o banheiro no terceiro piso, varre o chão e termina com o trapero. Passa a vassoura em toda a escada. Henry pergunta se ela está resfriada. Ela diz que não, que é alérgica, e recorda que ele havia prometido comprar-lhe uma máscara. Continua a varrer: primeiro o hall, depois o living, o corredor e a cozinha. Recolhe o lixo da cozinha, da área de fumantes e dos quatro banheiros do piso térreo. Nos dias tristes, o cansaço e a frustração são insuportáveis e quase palpáveis. Nos dias felizes, ela canta e dança. Aproveita o piso de madeira e desliza em passos de balé ao ritmo de Senza Fine, ou abre mão da coreografia para deixar o corpo responder a provocação de algum funk inebriante de meados de século XX. Quando para, sente todo o corpo se eletrizar. Faz então uma breve oração e agradece a Deus pela vida e pela música”.

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